Os sinos anunciam: A conta chegou

Vivemos um tempo em que os desastres climáticos deixaram de ser previsões científicas e se tornaram parte da rotina global. As imagens de enchentes na Ásia, incêndios que devoram cidades na Europa e no Canadá, ondas de calor que ceifam milhares de vidas nos Estados Unidos e secas brutais na África não são mais exceções: são o retrato de um planeta em colapso. A tragédia no Nepal é apenas mais um lembrete doloroso de que estamos diante de uma crise que não conhece fronteiras.

A Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba já sente os efeitos: chuvas de granizo, precipitações recordes, inundações que arrasaram comunidades em Ipatinga e Rio Piracicaba. O El Niño previsto para os próximos meses promete intensificar ainda mais esse cenário. Em outras palavras: enfrentaremos, simultaneamente, diferentes tipos de desastres.

Riscos multiplicados

Não bastasse o clima, nossa região carrega vulnerabilidades adicionais: barragens de mineração, pilhas de rejeito, crescimento urbano acelerado, movimentação de solo e sistemas de drenagem precários. Cada um desses fatores é uma bomba-relógio que, somada ao desequilíbrio climático, amplia os riscos de tragédias. Ignorar isso é escolher a cegueira diante do óbvio.

Um Fórum para reagir

É nesse contexto que nasceu o I Fórum do Médio Piracicaba Contra Desastres, promovido pela Amepi, CBH Piracicaba, Cáritas Diocesana Itabira e IAPORI: um espaço de diálogo e cooperação, reunindo autoridades, especialistas, instituições e comunidade. Mais do que discutir, é hora de agir. Precisamos fortalecer políticas públicas, estimular campanhas educativas, criar brigadas comunitárias e assumir uma determinação coletiva. Não se trata de retórica: trata-se de sobrevivência.

O Fórum

Durante mais de 8 horas do dia 24 de setembro, dezenas de pessoas ouviram, debateram, trocaram experiências e no final formataram um plano de ação que já se inicia. Este Fórum foi o marco de uma nova postura. Não podemos mais nos dar ao luxo da espera. Cada enchente, cada incêndio, cada onda de calor é um aviso. O futuro não é distante: ele já começou, e está nos queimando, nos afogando, nos sufocando.

Ou reagimos agora, ou seremos lembrados como a geração que viu a catástrofe se instalar e escolheu nada fazer.

Sem tempo para esperar

No dia 23 de setembro, foi publicada uma previsão estarrecedora: cerca de 450 mil pessoas podem morrer apenas de calor no próximo verão, em escala global, no Brasil chegaria a 14 mil mortes. Isso sem contar os demais eventos extremos. O planeta está nos cobrando a fatura. A conta chegou — e precisamos nos preparar para pagar.

A Coleta Seletiva e o lixo nosso de cada dia”

A população monlevadense foi surpreendida com a suspenção temporária da Coleta Seletiva.  A coleta seletiva não é apenas uma prática ambiental, mas um serviço fundamental para saúde pública, economia e bem-estar social.

Como polo regional e integrante do Corsab, a suspensão da coleta seletiva afeta não só os moradores locais, mas também cidades vizinhas que dependem do consórcio.

A coleta seletiva é responsabilidade coletiva e estratégica. Sua suspensão é um alerta regional, pois compromete qualidade de vida, economia e sustentabilidade. O “lixo nosso de cada dia” precisa ser repensado desde a produção até a destinação final.

Eleições 2026 – Mais uma eleição de extremos

Dia 4 de outubro acontecem eleições gerais no Brasil. Estamos diante uma escolha, não entre candidatos, partidos, coligações, mas sim entre extremos.

Independente de opções políticas, simpatia por esse ou aquele, nesse momento devemos nos despir de preferenciais partidárias e focar no que irá interferir na vida de todos, seja A, B, C, D.

As eleições desse ano não dizem respeito à direita ou esquerda – diz respeito à manutenção da democracia ou o flerte com o extremismo e o fascismo.

Não sou eu que estou dizendo, são as provas, evidências, farto material exposto, sob o olhar e análise do mundo (vide matéria da BBC e da Financial Times que circulou no dia 26 de setembro).

Podemos dizer tudo, só não podemos dizer que não sabíamos.

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