Dengue: evolução, riscos e prevenção

 Dengue: evolução, riscos e prevenção

A dengue continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a doença pode evoluir para formas graves após o terceiro dia de sintomas, exigindo atenção redobrada da população e dos serviços de saúde.

A dengue é uma ameaça que exige vigilância constante. A informação e a prevenção são as melhores armas contra a doença, especialmente para proteger os grupos mais vulneráveis. O controle do mosquito e a busca rápida por atendimento médico podem salvar vidas.

Se o risco é grande e complexo, a melhor forma de evitar é simples, passando principalmente pelo cuidado com a limpeza das casas, quintais, lotes vagos, evitando que ocorra condições propícias para a procriação do mosquito.

O equilíbrio ambiental é a melhor arma contra a dengue.

A doença e sua Evolução

Segundo a medicina os sintomas iniciais da dengue incluem febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, além de manchas vermelhas na pele. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que a evolução para formas graves costuma ocorrer após o terceiro dia, quando a febre começa a diminuir. Nesse período, podem surgir sinais de hemorragia, como sangramentos no nariz e gengiva, hematomas na pele e, em casos mais raros, sangramentos no aparelho digestivo ou urinário.

O Ministério da Saúde ressalta que a dengue grave pode levar a complicações como choque e falência de órgãos. O atendimento médico rápido é essencial para reduzir o risco de óbito.

Grupos mais vulneráveis

Embora qualquer pessoa possa ser infectada, alguns grupos apresentam maior risco de complicações:

– Crianças pequenas, devido à menor reserva fisiológica.

– Idosos, especialmente acima de 60 anos.

– Gestantes, que podem apresentar evolução rápida da doença.

– Pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Estudos também apontam que fatores socioeconômicos e desigualdade social aumentam o risco, afetando de forma desproporcional populações negras e mais pobres.

Sorotipos do vírus

O vírus da dengue possui quatro sorotipos distintos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Não há diferenças clínicas significativas entre eles, mas nem todos circulam ao mesmo tempo. Os surtos variam conforme o sorotipo predominante. Nos últimos anos, no Brasil, os sorotipos DENV-1 e DENV-2 têm sido os mais prevalentes, segundo o Hospital Israelita Albert Einstein.

A infecção por um sorotipo confere imunidade duradoura contra ele, mas não protege contra os demais. Pelo contrário, infecções subsequentes podem aumentar o risco de evolução para dengue grave.

Prevenção

A principal estratégia de combate à dengue é o controle do mosquito Aedes aegypti. Isso inclui:

– Evitar acúmulo de água parada em recipientes.

– Usar repelentes e barreiras físicas, como telas em portas e janelas.

– Manter atenção especial em períodos de maior circulação do mosquito.

 

Pessoas pertencentes aos grupos de risco devem procurar atendimento médico precoce ao apresentar sintomas sugestivos da doença.

Fonte: Fiocruz 

Dindão Dindão

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