E o ciclone chegou
- Os Sinos Anunciam
Dindão- 16/12/2025
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Gente, sinceramente, nunca presenciei tantas ventanias em minha vida de mais de meio século, nem nos meses de agosto.
É o tal “ciclone tropical”, que até pouco tempo nem nunca ouvíamos falar – e hoje tá virando normal… o “novo normal”.
Pois é, e tem gente ainda negando que o clima mudou – ou está com o miolo mole ou com outras intenções ideológicas, achando que até o tempo tem partido. Triste essa nossa realidade.
Mas acreditando ou não, o clima mudou e o vento tai, fazendo estragos, já que não estamos preparados para mais essa “normalidade”.
Vento, telhados, placas e árvores
É bom a população e as autoridades constituídas irem se preparando para enfrentar esse fenômeno que é novo para nosso país, estado e região – o vento.
Ventos já acima de 60 Km já podem começar a causar estragos e o problema é que, em meio a esses ventos com essa velocidade, surgem rajadas que podem passar de 80 km, aí a coisa se complica.
Nossas construções não estão adaptadas para esse fenômeno e as cidades apresentam muitas estruturas frágeis e susceptíveis aos ventos fortes, como coberturas em prédios, galpões, placas de outdoors e árvores (essas que são risco à população se dá devido à sua estrutura imprópria para arborização urbana).
Fica a dica
É preciso que moradores reforcem suas coberturas, empresários reforcem a estrutura de seus galpões, gestores públicos reforcem as estruturas dos prédios públicos e fiscalizem as situações de placas de publicidade e façam podas nas árvores que possuem grandes copas e possam causar danos diante um vendaval.
Lembrando que, espécies apropriadas a arborização urbana são de médio porte e com raízes pivotantes, aquelas que crescem em profundidade, produzindo estrutura mais resistente à arvore sem causar danos às calçadas e vias.
Se tem vento demais, tem chuva boa de menos.
Quando falo de chuva boa, é aquela que vem mansa, fica dias, a “invernada” que molha e enxarca o chão, abastece os lençóis freáticos, ressuscitam as nascentes e abastecem os rios.
Infelizmente 2024 foi de pouca chuva e 2025 foi pelo mesmo caminho. Chuvas pontuais, muita precipitação em pouco tempo e só estrago.
Vários estados já estão em alerta quanto ao abastecimento de água, já que seus reservatórios, que já deveriam estar se recuperando, hoje se encontram em situações precárias. 2026 promete uma seca pesada – que estejamos errados.
E o clima mudou mesmo…
Não tem como negar. A coisa já vai se complicando. E enquanto a população permanece entorpecida, estamos entrando no tal do “ponto sem retorno”, tudo isso devido ao comportamento da humanidade – raras exceções.
E o mais interessante e até traumático – estamos escrevendo sobre como “evitar” esse desequilíbrio há mais de 30 anos. E tem muitos ativistas, ambientalistas, climatologistas e outras autoridades do assunto, falando sobre isso há mais de século – e o ser humano continua caminhando para o abismo.
Meu amigo Cláudio Guerra sempre usa um termo: “O futuro terá a cara do que fizermos agora”.
Fim de um ano, início de outro
Como estamos sempre em evolução e a esperança é a última que morre, vamos manter a esperança de que as pessoas, por obra divina e ou dos extraterrestres, sejam iluminadas e comecem a perceber que “MENOS É MAIS”, e que para termos vidas saudáveis e sermos felizes, não precisamos de muito, quanto mais leve, melhor… menos consumo, menos lixo, menos destruição da casa comum, mais saúde, menos dor e mais tempo para conviver com o que mais importa para todos – filhos, netos, mães, pais, avós, amigos e em harmonia com todos os seres vivos que tornam esse planeta azul muito ESPECIAL.
Nessas festas de fim de ano, consuma menos e viva mais.
Mensagem
À página 4, trago um texto muito interessante que, nas palavras dos cristãos, trata justamente da conexão com o planeta – igualdade de direitos, simplicidade e no final equilíbrio.
E se formos olhar, todas as crenças pelo planeta afora, seja no Cristianismo, Budismo, Hinduísmo, Espiritismo, Judaísmo, Sikhismo, Islamismo, Bahaísmo, Xintoísmo e religiões de matrizes africanas (origem do homo sapiens) e outras centenas de religiões, trazem uma ÚNICA MENSAGEM.
