Anambezinho, pequena preciosidade da nossa bacia

 Anambezinho, pequena preciosidade da nossa bacia

Ave, amigos!
Nessa edição vamos falar de mais uma super raridade da bacia do Piracicaba.
E quando falamos em super raridade na bacia, temos que falar do Parque
Estadual do Rio Doce, nosso maior tesouro biológico, verdadeira Arca de Noé,
não só da bacia, como de todas as Minas Gerais e até do Brasil, preservando
espécies ameaçadíssimas, tanto da fauna quanto da flora brasileira.
E com nossa estrela desse mês não é diferente, o PERD é seu último refúgio
na bacia e um dos últimos em MG. Fora o Parque, em toda MG, ele só ocorre
em outros cinco municípios (fonte: Wikiaves).
Estamos falando do anambezinho (Iodopleura pipra), um pequeno e
extraordinário passarinho da família dos anambés, flautins e caneleiros.
Ele é muito dez! Dez gramas, em dez centímetros de comprimento,
aproximadamente. Na alegoria também é dez, vejam que “passarim bunitim” e
diferente!
Alimenta-se de insetos e pequenos frutos na copa das árvores e seu ninho é
bastante discreto (muito pequeno e bem camuflado).
Endêmico do Brasil e da Mata Atlântica, ou seja, só ocorre no nosso país e no
bioma da Mata Atlântica, está em perigo de extinção justamente devido à
destruição desse bioma.
É um passarinho raro e naturalmente difícil de se ver, pois além de ser muito
pequeno, vive no alto das grandes árvores da Mata Atlântica.
Particularmente nunca o encontrei nas minhas andanças pelo PERD. As fotos
que ilustram essa coluna foram tiradas na Serra do Mar do sul fluminense.
Espero que curtam o anambezinho e até a próxima!

João Sérgio João Sérgio

João Sérgio

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