Obras hidro ambientais
Obras hidro ambientais
A foto da capa dessa edição apresenta o “Morro do Urubu”, trecho de ligação entre as comunidades de Sete Moinhos / Ponte Novinha / Bicas, em Rio Piracicaba.
O trecho, com alta declividade, em tempos de chuvas apresentava um transtorno aos usuários da via, além de ser um “gerador” de sedimentos para os cursos d´água, terminando no Rio Piracicaba.
Entretanto essa realidade vem sendo alterada, com investimentos do executivo municipal da cidade que está promovendo o calçamento de todo trecho.
Outras obras
A Prefeitura de Rio Piracicaba anunciou também os inícios de obras nos bairros Praia e Alto dos Tavares, onde serão investidos cerca de R$ 6.000.000,00 com recursos próprios.
O projeto prevê intervenções para minimizar enxurradas, implantação de drenagem, dreno profundo, nova tubulação de água da COPASA, nova rede de esgoto e substituição do calçamento existente por bloquetes octogonal, que contribui para a infiltração das águas, reduzindo a velocidade e evitando que elas acumulem.
Segurando água e retendo sedimentos
A Prefeitura de Rio Piracicaba vem executando uma série de obras que contribuem para minimizar os efeitos de eventos extremos, principalmente enchentes que sempre atingem a cidade.
Destaca-se as centenas de “barraginhas” na zona rural, que promove a retenção das águas, contribuindo para o abastecimento dos lençóis freáticos e manutenção das nascentes.
Outras obras importantes são as também centenas de caixas secas ao longo das estradas rurais, equipamento que retem sedimentos evitando que estes terminem assoreando os cursos d´água.
Não enxugar gelo
O prefeito de Rio Piracicaba, Augusto Henrique, que é engenheiro ambiental, sabe bem que é preciso atacar primeiros as causas, para depois agir nas consequências.
Mesmo antes de assumir a gestão da cidade, quando Secretário de Meio Ambiente, ele já vinha desenvolvendo ações e projetos objetivando reduzir os impactos que a cidade recebia nos períodos chuvosos.
Em seu radar está o desassoreamento do trecho do rio que corta o centro da cidade, mas para isso, todas as ações elencadas acima, contribuem para que esse trabalho não termine desperdiçando os recursos públicos, já que, se não atacar o causador do problema, a obra acaba sendo o famoso “enxuga gelo”.
“Quem são eles, os Rios?”
No final do mês de maio tive o prazer de participar do lançamento de mais um livro do meu amigo Cláudio Bueno Guerra. Não teria lugar melhor que a “Casa do Jornalista”, em Belo Horizonte, para sediar esse evento.
O título da obra não poderia ser mais atrativo para quem tanto luta por estes que são a base das civilizações, “Quem são eles, os Rios?”.
Fui presenteado com um exemplar e estou saboreando página por página.
Ainda falando sobre rios
Os rios são solidários e como eles, onde haja necessidade e convite para poder trocar informações e experiências sobre eles, é só chamar que eu vou.
Estive nos dias 10 e 11 de junho, na Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, ministrando oficina sobre “enquadramento de corpos d´água” a convite do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaiba, onde a capital federal se encontra inserida.
Minha apresentação foi pautada nas Expedições Hidrográficas e para minha alegria os colegas dos 9 comitês que compõem a Bacia do Paranaiba ficaram admirados pelo projeto.
A apresentação acabou rendendo convites para replicar o projeto em sub bacias do Paranaiba.

