El Niño 2026: intensidade inédita, efeitos globais e locais
Agência americana eleva projeção de alta intensidade e partes do planeta já sofrem efeitos do fenômeno. No Brasil, é preciso articulação entre as três esferas de governo para conter incêndios e reforçar infraestrutura e sistema de saúde. Em Minas a tendência é de calor, incêndios e risco hídrico.
As agências climáticas aumentaram a probabilidade de que o El Niño 2026 atinja a categoria “muito forte” entre setembro e novembro, com risco de se prolongar até janeiro.
Especialistas alertam para estiagens no Norte e Nordeste do Brasil; chuvas fortes no Sul e condições mistas no Sudeste.
O cenário traz risco de perdas agrícolas, com impacto direto na inflação. Autoridades defendem ação coordenada entre União, estados e municípios para conter incêndios, reforçar infraestrutura, principalmente a da educação infantil e preparar o sistema de saúde.
Alerta de saúde pública
A OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) alerta para riscos de estresse térmico e desidratação, agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias e arboviroses como a dengue.
No último El Niño (2024), o Brasil ignorou alertas da OMS, resultando em recorde de mortes por dengue (5.873, mais que nos oito anos anteriores somados).
O El Niño atual pode ser um dos mais fortes da história, já provoca secas e desequilíbrios em várias regiões do mundo e exige resposta urgente e coordenada no Brasil para evitar crises agrícolas, ambientais e de saúde.
Risco hídrico e muito calor para Minas Gerais
O El Niño de 2026 possui alta probabilidade de afetar Minas Gerais com aumento das temperaturas, períodos de seca prolongados e chuvas irregularmente distribuídas, exigindo atenção preventiva da população, autoridades e do setor agrícola.
Temperaturas acima da média em praticamente todo o estado, com ondas de calor mais intensas e aumento do risco de incêndios florestais são apontados como efeitos do fenômeno.
Chuvas irregulares, com atraso do início das precipitações da temporada 2026/2027 também são efeitos, além da redução da umidade relativa do ar e prolongamento de períodos secos, aumentando o estresse hídrico.
Setor agrícola e recursos hídricos
As culturas como café, soja, milho e feijão podem sofrer com déficit hídrico e a gestão de água deve ser priorizada, com atenção especial para reservatórios estratégicos e consumo consciente da população.
A estrutura de geração de energia e abastecimento público de água também correm sério risco, com queda na vazão dos rios e nível dos reservatórios.
Medidas preventivas e monitoramento
É preciso atenção dos governos municipais com as Defesas Civis municipais, investindo em infraestrutura e capacitação.
São recomendadas ações preventivas, incluindo planejamento das empresas de saneamento, das secretarias de educação (com o cuidado das salas de aula não se transformarem em “saunas de aula”), planejamento forrageiro para alimentação animal e promover ações efetivas para evitar queimadas.
A população deve seguir orientações de consumo consciente de água e autoproteção, considerando o aumento do risco de incêndios e desastres ambientais.
Os próximos meses exigem atenção contínua às previsões meteorológicas, com planejamento integrado entre governos, empresas, produtores rurais e comunidade, para reduzir os impactos econômicos, ambientais e sociais do fenômeno El Niño em Minas Gerais.


